Nos meses de Junho e Julho de 2010 foram acompanhados os movimentos de terras para alargar uma plataforma ao km 14+668 do “Ramal de Aveiro” da “Linha do Vouga” com o objectivo de suprimir uma passagem de nível sem guarda.
Chegou-se à conclusão que este aterro, constituido por terra de granulometria fina e média, de cor avermelhada, integrando muitos seixos de quartzito de vários calibres, não possui nem horizontalidade nem regularidade nos seus estratos o que indicia a sua artificialidade.
Este aterro foi formado aquando da construção da linha do caminho-de-ferro na década de 10 do século XX com o objectivo de preencher o vale situado entre duas encostas íngremes. Por esta razão e após uma reunião no local com a arqueóloga da Extensão de Viseu do Igespar, I. P. deram-se por terminados os trabalhos de acompanhamento arqueológico.
Foi aberta uma única vala de 0,7m de comprimento, 0,6m de fundo e 0,6m de largura para a instalação de um ramal de saneamento no nº 4 da rua. Foi aberta uma única vala de 1,6m de comprimento, 0,6m de fundo e 0,6m de largura para a instalação de um ramal de saneamento no nº 7 da rua.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro de obra misturada com plásticos e materiais de construção (UE 2). A seguir apareceu o granito geológico. (UE 3).
Foram abertas valas entre 2 e 3m de comprimento, 0,75m de largura e até 3m de profundidade para a instalação das condutas de saneamento nos números, 14, 43, 72 e 106.
Nas portas nº. 14 e 72 o subsolo estava completamente afectado devido à construção de várias valas para infra-estruturas contemporâneas. Nas portas nº. 50 e 106 a estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro de obra misturada com terra, pedras, material de construção e argila (UE 2). A seguir apareceu a camada geológica (UE 3) integrada por argilas alaranjadas.
Foi aberta uma única vala de 135m de comprimento, 1,8 de fundo e 1m de largura para a instalação de um colector de saneamento. Nos últimos 60m do extremo sul da rua foi sobreposta uma conduta de água que vinha até este ponto numa vala paralela com uma profundidade de 0,8m. Foi escavada até 1,5m de profundidade para acrescentar o colector de saneamento.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro de obra (UE 2). A seguir apareceu uma camada de terra castanha (UE 3) misturada com saibro, plásticos, materiais de construção e cerâmicas contemporâneas A partir de um metro de profundidade aparece a camada geológica (UE 4) integrada por argilas alaranjadas.
Para efectuar a ligação de ramais de água nos números 676 e 806 da Rua Padre Luís Cabral, foi aberta uma vala em cada número de polícia. A vala aberta no número 676 atingiu 1,60 de profundidade, afectando toda a largura do passeio. Tinha a seguinte estratigrafia: argamassa esquartelada (UE1), brita (UE2), camada arenosa castanha clara (UE3), camada castanha com seixos de pequena e média dimensão (UE4), saibro (UE5).
No número 806 foi aberta uma vala com 13 metros de comprimento, com 1,20m de profundidade e 1m de largura. Tinha a seguinte estratigrafia: paralelos da via (UE1), areia (UE2), camada de entulho (UE3).
As duas valas revelaram a afectação do subsolo por outras infra-estruturas (gás, electricidade, ramais em grés e telefones). Foi realizado o acompanhamento arqueológico em fase de obra não havendo quaisquer vestígios arqueológicos a assinalar.
Foi aberta uma vala de 380m de comprimento, 0,75m de profundidade e 0,50m de largura para a instalação do da conduta de água. Nos últimos 100m do extremo norte da rua a vala foi escavada até 1,5m de profundidade para acrescentar o colector de saneamento. A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que assentava numa camada de saibro de obra (UE 2). A seguir apareceu uma camada de terra castanha (UE 3) misturada com saibro, plásticos, materiais de construção e cerâmicas contemporâneas. A partir do metro de profundidade aparece a camada geológica (UE 4) integrada por argilas alaranjadas.
Foi aberta uma única vala de 40m de comprimento, 0,75m de profundidade e 0,50m de largura para a instalação de uma conduta de água.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro de obra (UE 2). A seguir apareceu uma camada de argila alaranjada (UE 3) misturada com saibro, plásticos e materiais de construção.
Foi aberta uma vala de 88m de comprimento, 0,7m de fundo e 0,5m de largura para a instalação da conduta de água. A partir no nº 4 até o Passeio Alegre, nos últimos 18m do lado sul da rua foi aberta uma vala de 1,5m de fundo e 1,3m de largura para instalar um colector de saneamento.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro (UE 2) misturado com seixos, materiais de construção e plásticos. A seguir (na parte onde foi instalado o colector) apareceu um aqueduto de águas pluviais (UE 3) com uma largura interna de 0,3m d feita em pedras de granito de meio porte. Esta, assentava numa camada de argila alaranjada (UE 4). No entulho da UE 2 apareceram de forma descontextualizada um peso de rede e um fragmento de sílex.
Foi aberta uma única vala de 24 m de comprimento, 1,5m-2m de profundidade e 0,5-0,80 m de largura para a instalação de um ramal. A vala atravessou o passeio em direcção norte e depois virou para oeste numa zona ajardinada, paralelo à fachada do prédio.
A primeira camada na zona do passeio estava integrada por lajes de granito de grande porte (UE 1) pousadas por cima de uma camada de cimento (UE 2). Em frente à casa apareceu um aqueduto em granito (UE 3) ainda em activo com orientação norte-sul, com uma largura interior 0,5m e uma profundidade de 1m. A estrutura estava pousada por cima do terreno geológico (UE 4).
Na zona ajardinada a estratigrafia constava de uma primeira camada de terra humosa (UE 5) de 0,3m de espessura que repousada directamente sobre o terreno natural (UE 4). Na parte central do espaço apareceu um pequeno lajeado de quatro lajes de meio porte em granito (UE 6) que assentava na camada geológica (Figura 6). Provavelmente são restos do lajeado antigo do largo existente na actual Rua Infante D. Henrique. Não apareceram cerâmicas ou outros vestígios
Foi aberta uma única vala de 3m de comprimento, 2,5m de fundo e 0,90m de largura para a instalação do ramal de saneamento. A vala atravessou a via em direcção sul num ângulo de 45º em relação ao prédio.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de terra castanha e saibro de obra (UE 2) de 0,4m a 1,5m de potência, com materiais de construção e plásticos misturados. A seguir apareceu o saibro geológico (UE 3).Na parte central da rua apareceu um aqueduto do séc. XIX (UE 4) destinado a recolher as águas pluviais com uma orientação este-oeste que seguia em direcção ao rio.
Para a instalação do ramal foi aberta uma única vala de 2 m de comprimento, 0,40-1 m de fundo e 0,5-1 m de largura. A vala atravessou o passeio em direcção norte.
A estratigrafia mostrou-se uniforme. A primeira unidade era formada pelos paralelos da via (UE 1) que repousava sobre uma camada de saibro de obra (UE 2) de 40cm a 1m de potência. Na parte central da vala apareceram umas pedras de granito faceadas, possivelmente as tampas de uma conduta (UE 3).
A canalização, não foi afectada pela obra, facto pelo qual não foi possível determinar se continua activa ou se recolhe águas pluviais ou saneamento.
O presente trabalho teve como objectivo o registo da fachada, nomeadamente das peças de cantaria, do edifício nº 12-18 da Rua Trindade Coelho dada a necessidade da sua demolição, com o objectivo de criar um novo acesso ao interior do quarteirão que permitirá a maior circulação de máquinas.
O edifício registado é uma construção de meados do século XIX, que apesar de ter sofrido algumas alterações até então, estas nunca lhe modificaram de forma substancial quer a fachada quer os interiores. Salienta-se ainda o facto desta fachada ser decorada com azulejos de fabrico manual.
Data: 2010
Cliente: Lucios Lda
Lat: 41°08'43.17"N Long: 8°36'42.37"W
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